domingo, 26 de fevereiro de 2012

A CURA DA SOGRA DE PEDRO, A CURA QUE A IGREJA PRECISA!


Desde muito moço me sinto tocado pela passagem que narra a visita de Jesus à casa de Pedro em Cafarnaum. Sempre me senti inspirado a escrever algo acerca desse momento especial para aquela senhora que não tem seu nome mencionado nas escrituras, mas, nunca o fiz, e hoje, atendendo a uma solicitação de uma das disciplinas do seminário que frequento, me atrevo a faze-lo. A mesma passagem encontra-se nos livros de Lucas e de Marcos (texto que possivelmente servira de inspiração para os outros dois autores). Apesar disso enveredarei pelo texto de Mateus pois ele me tocara desde a primeira vez que o li.
A passagem vem junto de uma série de curas seriadas realizadas por Jesus. Tais ocorrem em um sábado em um período em que a perseguição a Ele não era declarada de maneira tão hostil. O relato de Mateus é direto, mas, os textos correlatos nos trazem maiores informações:
“Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada e ardendo em febre. Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo.” 
(Mateus 8:14-15)

“E, saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André. A sogra de Simão achava-se acamada, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela.
Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los” 
(Marcos 1:29-31)
“Deixando ele a sinagoga, foi para a casa de Simão. Ora, a sogra de Simão achava-se enferma, com febre muito alta; e rogaram-lhe por ela.
Inclinando-se ele para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou; e logo se levantou, passando a servi-los.” 
(Lucas 4:38-39)
Em todos os relatos percebemos que Jesus vai até a mulher enferma, possivelmente avisado por seus discípulos acerca da febre, toma-a pela mão e após a cura a mulher passa a servi-los. Apesar da rapidez do relato, o restabelecimento da saúde da sogra de Pedro aconteceu por um processo, e sendo assim, podemos tirar alguns ensinamentos importantes para nossas vidas, a saber:
  • O processo nos ensina que Jesus é capaz de curar mesmo frente a situações graves, e a maneira de fazê-lo, fica em segundo plano.
  • O processo nos ensina a obedecer, mesmo em situações de debilidade.
  • O processo nos ensina que servir a Jesus e ao próximo é o que o Mestre espera que façamos.
1.1 O processo nos ensina que Jesus é capaz de curar mesmo frente a situações graves e a maneira de fazê-lo fica em segundo plano. “... viu a sogra deste acamada e ardendo em febre. Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou...”.
Quando Jesus chegou à casa da sogra de Pedro, vendo-a deitada enferma foi em sua direção para ministrar-lhe a cura. Nessa ocasião não houve imposição de mãos, repreensão da enfermidade, ou qualquer outra coisa percebida. Simplesmente Ele a tomou pela mão e a levantou. 
Neste ponto gostaria de trazer a discussão o formalismo de muitas instituições cristãs, inclusive a Igreja Presbiteriana do Brasil, quanto ao assunto da cura, ou forma dê ministra-la. A erudição presta um desserviço quando tira do foco o poder de cura de Jesus, ou do homem que age em seu nome, em detrimento a maneira de ministrar. Devemos resguardar a igreja da vigarice de muitos, porém, excesso de zelo cansa e irrita. Deus age através de seus próprios meios. Tentar formata-lo é estúpido e vil, pois, como criaturas, não podemos dizer o que Deus pode ou não pode fazer, muito menos como o fará. Quando perdemos nosso tempo discutindo a maneira de, famílias, sociedade e igrejas padecem e desmerecemos o Senhor. Desta forma podemos, sem querer, estar no coro dos quem um dia disseram: “Ora, ele expele os demônios pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios.” (Lucas 11:15)
1.2 O processo nos ensina a obedecer, mesmo em situações de debilidade. “... e a febre a deixou. Ela se levantou...”
Agora sim, a evidência de cura se manifesta. Se a febre a deixou é porque aquilo que a provocava não se encontrava mais em seu corpo. Ao se levantar, demonstrando uma atitude de pessoa curada, a enfermidade deu lugar ao sublime agir de Deus. Sim, quando aquela mulher passou a adotar a postura de alguém que fora curada por Deus, percebeu que o leito de enfermidade não estava mais em sintonia com seu estado atual. 
As nossas atitudes precisam estar em harmonia com a nossa confissão. Se eu confesso cura, as minhas ações devem ser de alguém que se vê curado, ainda que, no início, somente aos olhos da fé. “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.” (Hebreus 10:23)
Entretanto o levantar-se pode ser algo distante para muitos em nosso meio pois exige por vezes uma mudança significativa na maneira de encarar os desafios. No capítulo 5 do livro de João, entre os versículos 1 e 9, lemos a passagem acerca do paralítico do tanque de Betesda, que nos traz reflexões para aquilo que gostaria de abordar neste ponto.


1.3 O processo nos ensina que servir a Jesus e ao próximo é o que o Mestre espera que façamos. “... Ela se levantou e passou a servi-lo...”.
Jesus identificou que aquela enfermidade tinha de ser confrontada, tanto porque maltratava o corpo, quanto impedia uma pessoa preciosa de cumprir o propósito para o qual existia: Servir! Naquele leito ela estava impotente, incompleta e frustrada. A enfermidade prejudicava o seu corpo, tanto quanto afetava a alma, frustrada pela impossibilidade de servir aos outros. Jesus não apenas restituiu-lhe a saúde, como também pode ter curado o seu ministério atrofiado por uma enfermidade.
A oportunidade de servir é única e o prazer de fazer é muito maior do que qualquer barganha ou moeda de troca. Servir a Jesus é algo que os anjos já tinham feito (Marcos 1:13), que outras mulheres ainda fariam (Marcos 15:41, Lucas 8:3, João 12:2) e que Jesus espera de seus discípulos façam (Marcos 10:43). O modelo para tanto é o próprio Jesus (Marcos 10:45, Marcos 9:35, Mateus 20: 26-27, Mateus 23:11-12, Lucas 22:24-30).
Por vezes percebemos um marasmo sem igual em nossas comunidades onde o serviço em favor próprio é no mínimo indecente. De pastores a ovelhas muitos são aqueles que limitam-se a servir-se e àqueles a quem o favor é almejado. Enquanto isso, a igreja geme ao som que se torna inaudível (sublimado pelo coro dos ensimesmados) aos que imploram por cuidado e serviço cristão genuíno.
2. Conclusão:
Quando olhamos para a igreja que muitas vezes não consegue se opor a um mundo hostil e degradante, que não estabiliza conflitos internos e perde o foco de seu papel pessoas sofrem uma “febre muito alta” (Lucas 4:38) e urgem pela cura que não vem senão pelo toque da mão do Mestre.

Rodrigo A. Oliveira



6 comentários:

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Tenho lido os artigos do Rodrigo todos os dias, sempre buscando o consolo que seus escritos me proporcionam. Com isso, tenho encontrado orientações preciosas para a minha vida atual, visto que há uma serie de provações pelas quais atravesso.
As lições me ensinam e confortam; despertam a fé que eu estava deixando cair no vazio da impotência em confiar e seguir adiante; tranqüilizam a minha mente e serenizam o turbilhão das minhas emoções. Que Deus te encontre com muita paz, sabedoria e crescimento, Rodrigo... 31/01/2013

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